Contribuições dos Alunos
Meu Lamento
Quanta coisa ruim tenho vivido
Por falta de não ter esclarecido
O que tem em mim perdido.
Quantas mentiras, amizades falsas
Tô sem graça, tô sem grana
E sem Deus, tenho me perdido
Como queria que o tempo voltasse
Minha vida pueril retornasse
Ver de novo meus pais sorrirem
Das minhas bobagens, traquinagens.
Aí, quanta dor e agonia!
Lembrar de um passado que não volta…
Hoje em pleno século XXI
Trago no peito vestígios de menina, tanta nostalgia!
A inocência de uma mulher que hoje chora em não ter vivido intensamente a infância de outrora!
Dor no peito, coração partido
Fria é a dor que tenho sentido
Quem dera ter Deus se compadecido
De tudo que tenho vivido.
- Contribuição da aluna Elizângela Soares, do 3º período de Direito (noite).
Fonte: Portal Terra
PORTO ALEGRE – Em um processo por danos morais, o juiz Afif Jorge Simões Neto, do Juizado Especial Cível de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, proferiu a sua sentença em forma de verso. O julgamento aconteceu na quarta-feira.
Em seu voto, o juiz decidiu que um conselheiro fiscal da 18ª Região Tradicionalista do Estado não era culpado em um processo movido por um patrão do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Presilha do Pago, que afirmava ter sido ofendido durante um pronunciamento feito pelo conselheiro.
Segundo o processo, o acusado teria dito que o patrão não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. O voto, em julgamento de segunda instância, livrou o acusado de pagar os R$ 1,5 mil que havia sido estabelecido em primeira instância. O voto em verso foi acompanhado pelos juízes Eduardo Kraemer e Leila Vani Pandolfo Machado.
Leia a decisão do juiz:
”Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.
Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.
Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.
Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.
Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco
Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.
Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.
Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada
Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.
E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores”.
Contribuição de Salete, aluna do 3º período da manhã.